sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dança Moderna Indiana (Bollywood Dance)


Bollywood Dance é o nome comercial para a dança indiana moderna. Esse estilo de dança consiste em uma fusão de dança clássica indiana (que é a base), folclore, e por vezes, tem uma influência latina e árabe. É divertida e muito expressiva.

Escolher essa dança para trabalhar em escola por exemplo, proporciona ao aluno o conhecimento das técnicas da dança visando a possibilidade de descobrir as linhas e movimentos de expressão através da dança indiana moderna, comunicar-se com o lúdico, o sensual e o cômico interior podendo explorar suas emoções de uma forma mais feliz e saudável.

Além disso é uma atividade física de baixo e médio impacto que pode modelar o corpo com formas sinuosas, nos homens proporciona maior confiança nos movimentos e também realça o tônus muscular. Desenvolve e aprimora a coordenação motora, chama atenção à postura correta.

Esta dança também não é somente coreografia e técnica, ela também é indicada como foco para desinibição e trabalho de auto-estima, por se tratar de uma dança que oferece possibilidade de exercícios de interpretação pessoal nos movimentos e nas expressões faciais de acordo com o estado emocional de cada um.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A Dança Contemporânea e a Capoeira


A dança contemporânea não se define em técnicas ou movimentos específicos, pois o intérprete/bailarino ganha autonomia para construir suas próprias partituras coreográficas a partir de métodos e procedimentos de pesquisa como: Improvisação, Contato Improvisação, Método Laban, Técnica de Release, Body Mind Centery (BMC), Alvin Nikolai. Esses métodos trazem instrumentos para que o intérprete crie suas composições a partir de temas relacionados a questões políticas, sociais, culturais, autobiográficas, comportamentais, cotidianas, como também a fisiologia e anatomia do corpo. O corpo na dança contemporânea é construído na maioria das vezes a partir de técnicas somáticas, trazem o trabalho da conscientização do corpo e do movimento.

A nossa proposta para apresentação da dança Contemporânea foi inserir movimentos da capoeira, esclarecendo que não é uma nova técnica de dança, mas uma possibilidade de trazer ao corpo o enriquecimento artístico, performático e criativo de diferentes e inusitados movimentos que são possíveis nessa troca entre as duas artes: Capoeira e Dança Contemporânea, ou mesmo uma diferente leitura dessa arte (Capoeira), que oferece ao corpo do bailarino/intérprete, ou mesmo de uma pessoa comum, a capacidade de dançar melhorando sua auto-estima e o despertar do auto-reconhecimento.


fonte: FAHLBUSCH, Hannelore. Dança: moderna e contemporânea. Rio de Janeiro: Sprint, 1990.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Identidade Versus Confusão de Identidade (Adolescência)


A principal tarefa deste estágio da vida, diz Erikson (1968), é resolver o conflito de identidade versus confusão de identidade - tornar-se um adulto único com um papel importante na vida. Para formar a identidade, o ego organiza as habilidades, as necessidades e os desejos de uma pessoa e ajuda a adaptá-los às demandas da sociedade. A busca pela identidade dura a vida inteira. Torna-se mais aguda na adolescência e prossegue pelo resto da vida, algumas vezes com mais intensidade do que em outras.

Com base em sua própria vida e em sua pesquisa com adolescentes de várias sociedades, Erikson concluiu que um dos aspectos mais cruciais na busca pela identidade é decidir sobre uma carreira. No estágio anterior, o da produtividade versus inferioridade, a criança adquire as habilidades necessárias para o sucesso na cultura. Agora, os adolescentes precisam encontrar meios de usar essas habilidades. O rápido crescimento e a nova maturidade genital alertam o jovem sobre sua iminente vida adulta, e ele começa a pensar sobre os papéis que terá na sociedade adulta.

Erikson vê o perigo principal desse estágio com a confusão de identidade (ou de papel), que pode expressar-se quando um jovem demora demais para alcançar a vida adulta (depois dos 30 anos). Ele mesmo não resolveu sua crise de identidade até seus vinte e poucos anos. Uma certa dose de confusão de identidade, entretanto, é normal. Ela é responsável tanto pela natureza caótica de grande parte do comportamento adolescente como pela dolorosa autoconsciência dos adolescentes sobre sua aparência.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O desenvolvimento humano não pára...


As mudanças normais de desenvolvimento nos primeiros anos de vida são sinais óbvios e dramáticos de crescimento. O bebê deitado no berço torna-se uma criança ativa e exploradora. A criança pequena entra e abraça os mundos da escola e da sociedade. O adolescente, com um novo corpo e nova consciência, prepara-se para ingressar na vida adulta. Mas o crescimento e o desenvolvimento não param com a adolescência. As pessoas mudam de diversas formas através de toda vida adulta. Algumas capacidades, de fato, emergem relativamente tarde na vida e os seres humanos continuam a modelar seu próprio desenvolvimento, da mesma forma como eles o fizeram desde o nascimento. O que ocorre no mundo de uma criança é importante, mas essa não é a história toda. A narrativa que segue tem um final aberto: cada um de nós continua a escrever a própria história do desenvolvimento humano enquanto viver.

domingo, 2 de maio de 2010

Algumas das dificuldades ao executar uma habilidade motora

Ao analisar as habilidades motoras fundamentais, podemos encontrar algumas dificuldades comuns. Geralmente essa dificuldade em executar um movimento, é normalmente o último que foi adquirido, sendo aqueles relacionados à dissociação da cintura e rotação do tronco durante a realização do movimento. Analisando pessoas envolvidas em atividades motoras, podemos observar que um indivíduo em estágio inicial de desenvolvimento tende a apresentar algumas das seguintes características e dificuldades:
- movimento em bloco, sem dissociação dos membros;
- falta de coordenação do membro principal da ação com o resto do corpo;
- falta de fluência rítmica no movimento, com falhas na ação sequencial;
- tensão excessiva dos membros;
- ação inibida/exagerada dos braços, ou utilização para equilíbrio;
- inabilidade em utilizar lado não preferencial na ação;
- dificuldade em manter o padrão rítmico, etc.

Postagem feita após observar o vídeo passado em sala (aula do Prof. Alessandro)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A maturação no desenvolvimento motor

Em cada idade o movimento toma características significativas e a aquisição ou aparição de determinados comportamentos motores tem repercussões importantes no desenvolvimento da criança. Cada aquisição influencia na anterior, tanto no domínio mental como no motor, através da experiência e troca com o meio (Fonseca, 1988).
De acordo com Gallahue e Ozmun (2003) o movimento observável pode ser dividido em 3 categorias: movimentos estabilizadores (equilíbrio e sustentação), movimentos locomotores (mudança de localização) e movimentos manipulativos (apreensão e recepção de objetos). De acordo com cada faixa etária, estes movimentos estarão em estágios e fases diferentes.
As crianças de 1ª infância (2 a 6 anos), apresentam as habilidades percepto-motoras em pleno desenvolvimento, mas ainda confundem direção, esquema corporal, temporal e espacial. A variabilidade das habilidades fundamentais está se desenvolvendo, de forma que movimentos bilaterais, como pular, não apresentam tanta consistência as atividades unilaterais. O controle motor refinado ainda não está totalmente estabelecido, embora esteja desenvolvendo-se rapidamente.
Na 2ª infância (6 a 10 anos), as crianças apresentam a preferência manual e os mecanismos perceptivos visuais firmemente estabelecidos. No início desta etapa do crescimento, o tempo de reação ainda é lento, o que causa dificuldades com a coordenação visuo-manual/pedal não estando aptas para extensos períodos de trabalho minucioso. Esta fase marca a transição do refinamento das habilidades motoras fundamentais para as refinadas que propiciam o estabelecimento de jogos de liderança e o desenvolvimento de habilidades atléticas (Gallahue e Ozmun, 2003).
Na adolescência (10 até os 20 ou mais), o comportamento motor esperado é caracterizado pela fase de habilidades motoras especializadas. Depois que crianças alcançam o estágio maduro de um padrão motor fundamental, poucas alterações ocorrem. As mudanças ocorrem na precisão, na exatidão e no controle motor, porém não no padrão motor. O início da adolescência é marcado pela transição e a combinação dos padrões motores maduros. Nesta fase as crianças começam a enfatizar a precisão e a habilidade de desempenho em jogos e movimentos relacionados aos esportes. A habilidade e a competência são limitadas. A segunda fase da adolescência é marca pela autoconsciência dos recursos físicos e pessoais e suas limitações, e por isso concentra-se em determinados esportes. A ênfase está na melhora da competência.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A criança e aprendizagem


Como as crianças aprendem?? Todas aprendem da mesma maneira?? Todas ao mesmo tempo?? Como ensinar para obter o melhor aprendizado?? Essas perguntas são feitas entre os educadores nos dias de hoje, pois antigamente acreditava-se que as crianças aprendiam recebendo informações de um professor, ou seja, ele explicava, ditava regras, mostrava figuras, etc. e o aluno/a criança, ouvia, copiava, decorava e assim deveria aprender. Quando não aprendia, culpava-se a criança por desatenção ou irresponsabilidade.

Atualmente existem outras idéias sobre aprendizagem. Essas idéias são o produto de trabalho de alguns educadores e psicólogos que têm procurado responder às perguntas apresentadas no início desse texto. Um campo de estudo seria a Psicologia Cognitiva (Ciência que estuda o conhecimento), portanto é possível aprender recebendo informações, treinando e decorando regras, mas dessa maneira a compreensão daqueilo que se aprende costuma ser bem pequena, e esta é a diferença: o que se procura através da Psicologia Cognitiva é favorecer o aprendizado com compreensão. Ao fazer esses estudos, alguns pesquisadores fizeram importantes descobertas sobre o pensamento da criança: elas pensam de maneira diferente umas das outras, seu pensamento evolui, passa por estágios, onde em cada um tem uma maneira especial de compreender e explicar as coisas do mundo. Por exemplo, na teoria de Piaget, o estágio pré-operacional (1ª infância), diz que a criança aprende por meio de imagens e habilidades de memória, e nessa fase então, o aprendizado é condicionado e mecânico.

O processo de aprendizagem é feito em etapas em nosso sistema nervoso, iniciando em memória de curto prazo (primária) que pode ter um estímulo para fortalecer a repetição, memória secundária onde seria a consolidação, pois o sistema armazena a informação e memória de longo prazo (terciária) que armazena e depois pode ser reativada quando necessário.

Segundo (PAPALIA & OLDS, 1998), uma boa pré-escola ajuda as crianças a aprender e a crescer em diversos sentidos. A autonomia floresce à medida que as crianças exploram um mundo fora de casa e escolhem entre muitas atividades de acordo com seus interesses e habilidades, as quais as deixa experienciar muitos sucessos que formam a confiança e a auto-imagem.

Algumas pré-escolas enfatizam o crescimento social e emocional, outras se baseiam na Teoria de Piaget e têm uma ênfase muito forte cognitiva. Os professores em uma boa pré-escola tentam avançar no desenvolvimento cognitivo de diveras formas: fornecem experiências que levam as crianças a aprender fazendo, estimulam os sentidos das crianças através da arte, música, dança, etc., encorajam as crianças a observar, a conversar, a criar e a resolver problemas/atividades que estabelecem as bases para o funcionamento intelectual mais avançado.

Portanto, uma boa pré-escola incentiva o desenvolvimento cognitivo, social, emocional e físico das crianças.

"Cada vez que ensinamos algo a uma criança, estamos impedindo que ela descubra por si mesma, por outro lado, aquilo que permitimos que ela descubra por si mesma, permanece com ela." (PIAGET)